Coito Interrompido

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O coito interrompido é um método de contracepção no qual o casal tem acto sexual porém o sêmen é ejaculado fora e distante da vagina. O coito interrompido também pode mais geralmente referir-se a remover o pénis da vagina antes da ejaculação. Como muitos métodos contraceptivos, a eficiência do coito interrompido é conseguida somente com seu uso correto. As taxas observadas de falha do coito interrompido como método anticoncepcional variam dependendo da população estuda e vão de 15 a 28% por ano. Comparativamente, a taxa de falha da pílula anticoncepcional é de 2 a 8% ao ano, preservativos de 10 a 18% ao ano e diafragma de 10 a 39% ao ano. Para casais que utilizam o coito interrompido corretamente e em cada acto sexual a taxa de falha é de 4% ao ano. Em comparação, o uso perfeito da pílula anticoncepcional tem uma taxa de falha de 0,3% ao ano, preservativos 2% ao ano e diafragma 6% ao ano. A principal causa de falha no método do coito interrompido é a falta de auto-controle da pessoa. Atraso na remoção do pênis pode resultar em sêmen na vulva, o qual pode facilmente migrar para o trato reprodutivo feminino. Alguns profissionais médicos vêem o coito interrompido como um método anticoncepcional ineficiente. Foi sugerido que o fluido pré-ejaculatório, aquele liberado do pênis antes da ejaculação, conteria espermatozóides que poderiam causar gravidez ao usar o coito interrompido. Porém, estudos têm mostrado que o fluido pré-ejaculatório não contém espermatozóides capazes de engravidar a mulher. 

Acredita-se agora que a principal causa de falha do coito interrompido utilizado correctamente, ao remover o pénis em tempo e ejacular longe da vagina, seja esperma de ejaculações anteriores saindo do pénis. Por essa razão, é recomendado a quem utiliza o coito interrompido que urine entre as ejaculações para livrar a uretra do esperma, e lavar qualquer ejaculação em lugares que possam ficar próximos da vulva.

A vantagem do coito interrompido é que ele pode ser usado por pessoas que têm objecções ou não possuem acesso a outras formas de contracepção. Alguns preferem o coito interrompido para evitar possíveis efeitos adversos de contraceptivos hormonais como depressão, variações no humor, vagina seca, diminuição no libido, inchaço, etc. O coito interrompido também não tem custos, não requer produtos artificiais, não tem efeitos colaterais e pode ser praticado sem prescrição médica. 



 
O coito interrompido é muito ineficiente na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS, uma vês que o fluido pré-ejaculatório pode conter partículas de vírus ou bactérias que podem infectar ao entrar em contacto com as membranas mucosas. Porém, a redução do volume de troca de fluidos corporais durante a relação sexual pode reduzir o risco de transmissão. O método do coito interrompido também pode ser difícil para alguns casais e a interrupção do acto sexual pode deixar algumas pessoas insatisfeitas.

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